FEIRA DE SÃO BARTOLOMEU REALIZOU-SE HOJE NA VILA DE BAIÃO

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O dia de hoje, 23 de agosto, é o dia em que se realiza a Feira Anual de São Bartolomeu, inserida no que seriam as normais festas concelhias. Apesar das mesmas não se realizarem, devido à pandemia da COVID-19, como já aconteceu no ano transato, a habitual feira foi realizada ainda que com menos adesão e diversidade

O jornal “O Comércio de Baião” decidiu ir ao encontro dos feirantes para ouvir as suas opiniões em relação à adesão da população baionense.

O nosso primeiro testemunho foi de Nuno Marinho, um vendedor de miudezas marcoense que já esta familiarizado com a Feira de São Bartolomeu: “Em relação aos outros anos há menos gente, claro que se sente a presença de os emigrantes, mas nada comparado como nos anos anteriores em que havia festa”.

Maria Emília Braga, natural de Amarante, comerciante de chapéus e guarda-chuvas partilha a mesma opinião de Nuno Marinho. A comerciante afirmou que a presença dos emigrantes não é tanta, e que nada se compara com o ano de 2019, antes do aparecimento da COVID-19.

Em conversa com Albertina Pinto, comerciante de sapatos, que vem de Penafiel a Baião para fazer habitualmente as feiras baionenses, o seu balanço não é positivo, mesmo com a presença de emigrantes. “Desde que apareceu a doença nunca mais foi a mesma coisa”, adiantou.

Segundo a feirante, apesar de se ver a presença dos emigrantes, notou-se uma quebra nas vendas: “ Há emigrantes mas não é como antes, quando havia festas eles vinham visitar a família e aproveitam para comprar, mas como não há, a adesão é menor”.

No que diz respeito ao que ao doce e fumeiro tradicional presente na Feira de São Bartolomeu, fomos de encontro a Sónia Pereira, vendedora do biscoito da Teixeira, e a Otília Borges, comerciante de fumeiro caseiro.

Sónia Pereira admitiu que ainda se sente o receio das pessoas no que diz respeito às feiras: “Claro que há sempre quem venha às feiras, os emigrantes principalmente pois relembra-nos a altura das festas, mas ainda existe muita gente que prefere ir diretamente à loja, pois têm medo de ir para sítios com muita gente”, referiu.

A produtora de fumeiros, Otília Borges não perde a esperança, pois apesar de não termos voltado à normalidade, sente que as coisas já estão a melhorar.

Em relação à Feira de São Bartolomeu, Otília Borges, afirmou que em anos normais há bastante adesão, não só dos emigrantes, mas também de pessoas da cidade do Porto que têm família em Baião. “Este ano não há tanta gente, nota-se bastante a diferença, tanto na presença dos emigrantes, como das pessoas que habitam no Porto e têm cá família, mas acredito que aos poucos, tanto nesta feira para o próximo ano como nas feiras quinzenais, as coisas vão melhorar”, sublinhou.

Em geral, os cinco feirantes afirmam ter notado a diferença nesta que era uma feira com grande adesão no período antes da COVID-19, no entanto os mesmos não perdem a esperança que os próximos tempos serão melhores.

Foram cumpridas as regras de segurança obrigatórias emanadas da DGS.

Mariana Carneiro

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