INAUGURADA A EXPOSIÇÃO “ESTENDAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA” NO TRIBUNAL JUDICIAL DE BAIÃO

0
650

– Patente ao público de 19 a 30 de novembro

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Baião, inaugurou pelas 15h00 de hoje, dia 19, a exposição “Estendal dos Direitos Da Criança”, no Tribunal Judicial de Baião.

Esta iniciativa surge no âmbito da comemoração do 32.º aniversário da Convenção dos Direitos da Criança e estará patente ao público até ao último dia do corrente mês de novembro.

A exposição, composta por “retalhos de tecido” alusivos aos direitos da criança, foi “produzida” pelas crianças, jovens, adultos e idosos do Concelho de Baião.

O ato contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Baião, Filipe Fonseca, da presidente da CPCJ Baião, Arlete Miranda, da representante da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, representada pela Equipa Técnica Regional do Norte, Judite Pregueiro, representante do Ministério da Educação, Iraci Rodrigues, de vários membros Comissários, entre outros.

O vice-presidente do Município, Filipe Fonseca, cumprimentou e agradeceu a presença de todos “obrigado por se disponibilizarem para estas causas, agradeço às entidades envolvidas, nomeadamente ao trabalho que a CPCJ tem feito por todos nós, a forma como perceberam e agarraram a ideia deste estendal”. Desejou ainda uma entrada com «o pé direito» na exposição.

 

Arlete Miranda, presidente da CPCJ Baião, fez alguns agradecimentos, nomeadamente, a empresas, entidades e pessoas que deram o seu contributo para a realização desta iniciativa, às responsáveis pelo espaço do edifício do Tribunal, à Equipa CLDS 4G REDE+, pela parceria na iniciativa e à Câmara Municipal Baião, na pessoa do seu vice-presidente e vereador do Pelouro dos Assuntos Sociais, Filipe Fonseca, pelo Apoio Logístico e financeiro à concretização da Iniciativa. Dirigindo-se a um grupo de crianças presentes, realçou “Aos meninos aqui presentes, porque eles sabem qual é o nosso lema da pulseira” os pequenitos responderam em uníssimo “EuTenho DIREITOS”.

Por razões de segurança, devido à covid, o acesso à exposição foi apenas permitido a grupos de dez pessoas de cada vez.

Das Creches ao Pré-Escolar, do 1º Ciclo ao Secundário, do setor público e solidário, das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas aos Centros de Dia, do Serviço de Apoio Domiciliário aos Centros de Atividades e Capacitação para a Inclusão, todos aderiram à iniciativa lançada pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Baião.

Terminamos com um texto alusivo à CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA, da autoria do prof. Nelson Carneiro:

No dia 20 de novembro de 1989, a Convenção sobre os Direitos da Criança foi adotada num singular momento de unidade mundial. Os líderes mundiais selaram um compromisso com as crianças dos quatro cantos do planeta terra, comprometendo-se a proteger e defender os seus direitos. A Convenção formalizou o tratado de direitos humanos mais amplamente ratificado da história, contribuindo para melhorar a vida das crianças de todo o mundo.

A literatura queirosiana ajuda-nos a ver, ouvir e ler a beleza, a bondade e verdade da criança com palavras sublimes: «As crianças são os únicos seres divinos que a nossa pobre humanidade conhece. Os outros anjos, os das asas, nunca aparecem. Os santos, depois de santos ficam na Bem-Aventurança a preguiçar, ninguém mais os enxerga. E, para concebermos uma ideia das coisas do Céu, só temos realmente as criancinhas…» (Eça de Queiroz, Ilustre Casa de Ramires)

A criança é viva, curiosa, interpelante, ternurenta, afetiva, imaginativa, pois sendo memória é futuro. Nas palavras de António Gedeão: «sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança.» Este horizonte do sonho serve para que a criança caminhe de mãos dadas com adultos de referência, que sejam âncoras de crescimento harmonioso, aconchegos de proteção e vínculos de amor.

Hoje, vemos, ouvimos e lemos ofensas aos Direitos das Crianças, não as podemos ignorar. Devemos ser acutilantes, intransigentes e tenazes na defesa e proteção dos direitos das crianças. De olhos, ouvidos e lábios postos na beleza, bondade e verdade, devemos escalpelizar todas as zonas sombrias, opacas e escuras, pugnando pelo interesse superior dos petizes:  as crianças são tesouros em vasos de barro.

Tendo como mote as sonoras palavras de Soeiro Pereira Gomes, no livro Esteiros, dedicado aos «homens que nunca foram meninos», vemos, ouvimos e lemos com atenção o clamor que brota do olhar, do gesto e da palavra de uma criança, garantindo e ecoando a uma só voz: «EU TENHO DIREITOS».

 

 

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

18 − 4 =