MARIA DA GLÓRIA SOARES TEM 92 ANOS E PARTE DA VIDA DEDICADA À IGREJA DE CAMPELO

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Maria da Glória Soares tem 92 anos e nasceu na residência paroquial da Igreja de Campelo, tendo dedicado parte da sua vida à igreja como catequista e zeladora dos altares.

 

Desde cedo Glória seguiu os caminhos da fé e, aos quatro anos, já ia à missa acompanhada pela irmã do padre Urbano, pároco de Campelo, que a batizou.

“Não posso viver sem Deus”, contou Maria da Glória ao jornal “O Comércio de Baião”.

Durante 30 anos foi catequista e dedicou outros 30 a zelar pelo altar de Nossa Senhora de Fátima.

“Gostava muito de ir tratar dos altares. Lembro-me do senhor António sacristão entrar e dizer que parecia um jardim”, disse, entre sorrisos e com o orgulho do trabalho que fazia com as flores que comprava na feira.

Defensora dos mais pequenos e dos mais pobres, Glória juntava a religião ao trabalho que desempenhou na loja da D. Amélia, na Avenida 25 de Abril, no centro de Baião. Fez, ainda, limpeza na Segurança Social.

“Mas gostava mesmo era de crianças e, por isso, o padre falou com os meus pais para me deixar ir ajudar”, lembra Glória, que esteve com o padre Urbano, o padre Batista e, mais recentemente, com o padre Quim.

A bondade de Maria da Glória fê-la fazer parte da Conferência de S. Vicente de Paulo e de Santa Luzia, angariando fundos para os missionários. Ainda hoje manda o seu contributo.

Ao jornal, Maria da Glória recorda os tempos antigos, contando que “tinha muita pena dos lavradores, que trabalhavam para os ricos e ficavam sem nada”.

“Chorava. As lágrimas caíam-me. Não podia dar muito, mas ajudava sempre”, vinca Glória, lembrando que também tinha muita pena dos deficientes e fazia-lhes visitas. Pagava o táxi à sua conta e ia vê-los, assim como se descolava aos correios para ligar aos doentes a ver como estavam.

“Só queria o bem das pessoas. Até queria que a Nossa Senhora aparecesse outra vez, abrisse o céu para nos dizer o que temos de fazer, mas ela já disse que era para nos convertermos, mas a maior parte das pessoas não tem religião”, lamentou.

Hoje em dia, a idade não lhe permite continuar a zelar pelos altares da Igreja de Campelo, nem ir à missa, mas ouve todos dos dias o terço e a missa e, de volta e meia, manda rezar missas por alma das pessoas que lhe foram queridas.

Apesar da fé que tem e de defender a religião, Maria da Glória Soares diz que “sempre respeitou as pessoas que não tinham fé. Também os ia ver e ajudar”.

 

 

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