MINISTRA DA CULTURA PRESENTE NA FUNDAÇÃO EÇA DE QUEIROZ NA ENTREGA DO PRÉMIO LITERÁRIO E NO 31.ºANIVERSÁRIO

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A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, esteve presente em Tormes, Santa Cruz do Douro, no sábado, dia 2 de outubro, na entrega do Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz/Fundação Millennium BCP e nas comemorações do 30.º e 31.º aniversários da FEQ, que não foi assinalado no ano transato, em virtude da Covid-19.

Assim, pelas 18h00, teve início a sessão de entrega ao vencedor, Frederico Pedreira, do Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz/ Fundação Millennium BCP edição 2021, no montante de 10 mil euros, com o romance “A Lição do Sonâmbulo”, publicado em 2020, pela Companhia das Ilhas.

PAULO PEREIRA REAFIRMOU O ORGULHO QUE BAIÃO E OS BAIONENSES SENTEM PELA FEQ.

Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Baião, iniciou as intervenções, cumprimentando e dando as boas vindas à Fundação e a Santa Cruz do Douro, Baião, a todas as individualidades presentes, reafirmando o orgulho que Baião e os Baionenses sentem pela Fundação Eça de Queiroz “uma casa que integra a essência do conhecimento em matéria maior do escritor Eça de Queiroz” referiu.

Como já a tinha qualificado em julho passado, aquando da inauguração do Núcleo Santos Ferro, Paulo Pereira voltou a mencionar a Fundação Eça de Queiroz como “uma das Joias da Coroa de Baião”.

O autarca referiu o objetivo principal da Fundação Eça de Queiroz e referenciou o maior espólio conhecido do escritor doado à Fundação pela família de Santos Ferro, e que o novo acervo desta casa permite novas leituras e releituras da Obra de Eça de Queiroz, assim como conhecer o homem por detrás da obra em toda a sua dimensão “Não podia deixar de destacar o livro «A Cidade e as Serras» a cerimónia da língua portuguesa como de resto toda a sua obra, igualmente património do território de Baião. A obras é por todos sabido ambienta-se nestas paisagens retratando pessoas odores e sabores que todos conhecemos e reconhecemos. Mas igualmente procede a uma análise entre o choque de mundos aparentemente antagónicos, o da cidade o desenvolvido e o menos desenvolvido a modernidade e a tradição”.

Paulo Pereira continuou “o prémio literário Eça de Queiroz, foi desde a primeira edição apoiado pela Autarquia tendo em vista homenagear Eça de Queiroz, bem como promover e incentivar a produção de obras literárias em língua portuguesa”.

Terminou a sua intervenção felicitando o vencedor da edição 2021 do prémio literário com o romance “A Lição do Sonâmbulo”, uma obra selecionada por unanimidade pelo Júri do Concurso “Caro Frederico Pedreira, desejo-lhe que o seu livro seja reconhecido como um contributo para as letras portuguesas e que seja embaixador do nome de Eça de Queiroz, assim como lhe endereço os votos de continuação de sucesso na sua carreira literária”, rematou o presidente da edilidade Baionenses.

Seguiu-se Afonso Reis Cabral, Administrador da FEQ e responsável pela coordenação do prémio, que depois das habituais saudações dirigiu-se ao vencedor do prémio, Frederico Pedreira, tecendo algumas considerações iniciais sobre a importância do prémio literário “Nós sabemos que em Portugal qualquer escritor tem necessariamente muitas dificuldades em fazer valer a sua escrita e também viver da sua escrita” frisando que estes prémios literários são determinantes, quanto mais não sejam como balão de oxigénio.

“A escrita não é a azáfama do dia-a-dia. Não é um afazer, é muito mais do que isso”, salientou Afonso Cabral

Disse também que a Instituição Fundação Eça de Queiroz vê um investimento num prémio destes como um investimento no tempo de alguém que realmente precisa dele para poder criar.

Para o Presidente da Fundação Millennium BCP, Embaixador António Monteiro, o trabalho que tem sido realizado pela fundação é notável, referindo ainda a importância do prémio que Frederico Pedreira. “O trabalho realizado pela fundação tem sido notável. O prémio tem também uma grande importância, devido à sua história e porque chama a atenção, os prémios servem para isso mesmo, o que é um ponto positivo para o Frederico”, admitiu.

O Presidente da Fundação Eça de Queiroz, Afonso Eça de Queiroz Cabral começou o seu discurso, neste 31º aniversário, agradecendo a todos os funcionários da fundação. “Os nossos funcionários merecem ser mencionados neste dia tão importante para a fundação. Eles estão aqui 365 dias por ano, com COVID e sem COVID, para que esteja sempre tudo impecável, são sem dúvida incansáveis”, enalteceu.

Após o agradecimento de todos aqueles que trabalham para fazer “mexer” a fundação, Afonso Eça de Queiroz Cabral, deu os parabéns ao grande vencedor do prémio Frederico Pedreira.

“Os meus mais sinceros parabéns por esta vitória”, elogiou.

Para terminar o seu discurso, o presidente da Fundação Eça de Queiroz reflete sobre o ano da fundação.

“Estamos a celebrar o 30.º aniversário ao mesmo tempo que o 31º, uma vez que não foi possível devido à pandemia no ano passado. Apesar de atípico, tivemos um ano excecional e histórico. Foi um ano fabuloso”, conclui.

Frederico Pedreira, escritor e vencedor da edição 2021, do prémio literário Fundação Eça de Queiroz, iniciou o seu discurso dando os parabéns à fundação pelo seu aniversário, e agradeceu pela vitória do prémio.

“Antes de mais nada começo por dar os meus parabéns à Fundação Eça de Queiroz pelo seu 31.º aniversário. Agradeço também pela coordenação deste prémio. O meu livro começou de uma forma íntima e pequena, mas que agora se tornou em algo partilhável. Obrigada a todos pelo prémio”, agradeceu.

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca encerrou a cerimónia demonstrando o seu orgulho em estar presente.

“Este é um fim-de-semana muito especial, e é honra estar presente nesta cerimónia, pois este é um lugar único do património literário português”, começou por enaltecer.

Graça Fonseca para além de demonstrar o sentimento de gratidão de ter sido convidada para este evento especial, agradeceu ainda o trabalho que tem sido feito pela Fundação Eça de Queiroz. “Muito mais que agradecer por estar presente, quero agradecer à instituição por todo o seu trabalho. Desde a sua criação, a preservação e a divulgação da vida e obra de Eça de Queiroz, que nos deixou uma marca inapagável na literatura portuguesa”, salientou.

A ministra deu continuidade ao seu discurso mencionando a importância do prémio que foi atribuído a Frederico Pedreira. “Este prémio é uma homenagem a Eça de Queiroz e ao seu contributo para a literatura portuguesa. O prémio para além da homenagem, representa um desafio permanente para que a nossa literatura continue viva”, referiu.

Para concluir o seu discurso, Graça Fonseca dirige a sua palavra ao vencedor Frederico Pedreira. “Frederico os meus parabéns por este prémio e pelo aquilo que representa. Para além da importância do prémio, este e outros que venham no futuro, espero que nunca desista dessa arte, que continue sempre a escrever, espero que seja um incentivo para o futuro. Os meus parabéns”, rematou.

Recordamos que o Júri foi composto por Bruno Vieira Amaral, Isabel Lucas, Luísa Mellid-Franco, Manuel Pereira Cardoso e Maria Helena Santana.

A Lição do Sonâmbulo é uma autobiografia romanceada, em que o autor recua até à sua infância, recriando um passado assente em memórias e imaginação.

Frederico Pedreira nasceu em 1983, publicou vários livros de prosa e de poesia, e traduziu poetas como W. B. Yeats e Louise Glück, assim como ensaios de G. K. Chesterton e George Orwell, ou romances de Dickens, Swift, Wells, Hardy e Banville, entre outros.

Em 2016, venceu o Prémio INCM/Vasco Graça Moura na categoria de Ensaio, com Uma Aproximação à Estranheza.

No final Frederico Pedreira procedeu a uma sessão de autógrafos.

O dia terminou com um jantar no restaurante de Tormes, seguido de um momento musical coordenado pelo Maestro Ferreira Lobo.

 

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